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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O Menestrel – Texto atribuído a William Shekespeare

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se levam anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…
E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…
Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa aonde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.
Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…
Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…
Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Um espelho pra cada espelho


Eu realmente acho que as pessoas não são mais que reflexos das pessoas à sua volta. Eu realmente acredito numa longa fila de reflexos que se sobrepõe causando náusea às vezes, quando não causa excitação. E penso que quanto mais espelhos quebramos, não mais azar, mas sim uma puta linearidade pálida nos atinge.
Existem espelhos maiores, onde nos refletimos mais, e espelhos distorcidos, que nos tiram a forma. Existem espelhos que não nos cansam a vista, não importa o quanto o encaremos. Muito pelo contrário, alguns deles nos prendem os olhos por tempo o bastante pra ignorarmos o tempo, deixando-nos descansar perdidos o olhar num reflexo que nos mais ínfimos detalhes se mostra perfeito em tudo que se reflete. O que não significa que daqui a cinco minutos a iluminação nos dê uma rasteira, e esse espelho antes hipnótico, traga agora reflexos asquerosos de um erro inútil.
Mas são espelhos. Vários espelhos movendo-se num salão estranho, que não só aparece neles, como também os influencia em seu nível de moldura. São espelhos que se olham através de outros espelhos. São olhos que não se fecham, gestos que não terminam a não ser numa repetição infinita.
Espelhos profundos, rasos, descascados, sujos, turvos - por vontade própria às vezes. São espelhos reluzentes, rachados, polidos, pequenos, imensos, esquios, fugidios, forçados, às vezes cheios de adereços. Aliás, quase sempre cheios de recortes da realidade que vão tampando suas superfícies. Mas ainda são espelhos, numa longa galeria de semelhanças e rechaças e eu não posso evitar, senão me apaixonar por cada um deles...